Como preparar os jovens para o mercado do futuro.

Aos 13 anos de idade, após assistir à série Cosmos, de Carl Sagan, o estudante brasileiro Cristian Westphal decidiu criar um blog para falar de ciências. Anos depois, ele ajudou a criar o site Ciência e Astronomia, que organiza encontros, faz transmissões e já tem mais de 400 mil curtidas nas redes sociais. Com a transmissão comentada sobre a superlua, o Ciência e Astronomia conseguiu a proeza de ter uma audiência maior do que a transmissão da NASA (Agência Espacial Norte-Americana).

Alunos brasileiros e de outros países têm ganhado destaque nas mídias por conseguirem criar inovações enquanto ainda são muito jovens. Estes jovens, no entanto, ainda não representam um número significativo. Em geral, eles são estimulados a desenvolver sua curiosidade, criatividade, empreendedorismo, protagonismo, entre outras competências, atitudes e valores que são mais importantes a cada dia que passa.

Estamos entrando na quarta revolução industrial e a maioria de nós está viciada no uso de celulares e redes sociais. A inteligência artificial, os robôs, a nanotecnologia, os drones, o conceito de big data, entre tantos outros, estão causando mudanças significativas nas indústrias e na forma como nos comunicamos, nos relacionamos e vivemos.

O problema é que, em geral, as famílias e os professores não têm acompanhado o ritmo das transformações. Enquanto pesquisas como a do Fórum Econômico Mundial defendem que cerca de 65% das crianças e jovens de hoje exercerão profissões que ainda não existem, os modelos e metodologias educacionais estão ultrapassados. Os professores reclamam da falta de interesse dos alunos e os alunos reclamam que não compreendem a relevância do que aprendem na escola para suas vidas.

Como, então, as famílias e as escolas podem virar o jogo e preparar os alunos para um mundo de trabalho que se torna diferente a cada dia? Uma coisa é certa e urgente: os currículos e as metodologias de ensino precisam incorporar, constantemente, inovações que estimulem a formação integral de jovens protagonistas, para que estejam prontos para os desafios atuais e futuros.

Para além do empreendedorismo, é preciso fomentar, desde cedo, competências que vão além dos conteúdos das áreas tradicionais de conhecimento. Para explorar um pouco sobre o assunto, conversei com colegas especialistas que dedicam suas carreiras ao debate e à construção coletiva de um novo tipo de educação.

Soluções práticas para que escolas e pais possam desenvolver habilidades dos jovens.

Estratégias para preparar crianças e jovens para o futuro mercado de trabalho

– Encorajar crianças a explorar novos interesses e a encontrar propósitos em pequenos projetos;

– Ensinar os estudantes a acolher a diversidade de ideias e comportamentos, e a aceitar feedbacks (retornos avaliativos);

– Encorajar a execução de ideias. Inovações não precisam ser grandiosas, podem ser pequenas implementações que mudam processos e fazem a diferença em um ambiente de trabalho e na comunidade onde vivem;

– Utilizar a escrita e a arte para lidar com emoções e exercer empatia;

– Dar espaço para que os estudantes explorem e sejam capazes de imaginar;

– Criar situações que exponham essas crianças a inovações, como visitas a museus, acesso a leituras e cursos sobre temas atuais;

– Reconfigurar a relação entre professores e estudantes, com o professor sendo mais um mediador inspirador do que um “chefe”.

Em resumo, não temos, ainda, uma resposta definitiva para que tipo de escola conseguirá formar crianças e jovens para o futuro do mercado de trabalho, mas há algumas macrotendências que podemos observar. As famílias e escolas precisam incentivar nossos jovens a serem protagonistas da transformação de si mesmos, de sua educação e suas realidades. Trabalhando em projetos que proponham mergulhos profundos em problemas reais e sociais, jovens podem, por exemplo, se mobilizar e articular melhorias em suas escolas e comunidades. Nossas didáticas de ensino precisam se modernizar, assim como as escolas, para fazer com que crianças e jovens voltem a se encantar com o processo de aprendizagem e com todas as oportunidades que suas vidas podem lhe proporcionar.

Por esta razão o Getting Ready – nosso curso de inglês para jovens – buscar além de ensinar o inglês, promover o desenvolvimento de habilidades tão importantes e que farão a diferença na construção do eu profissional e pessoal deste indivíduo.

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